2013 - entrevista exclusiva com Tarja Turunen Jim Cueva

Escrito por Julia . Posted in Entrevistas

Tivemos a oportunidade de conversar com Tarja Turunen sobre seu novo álbum Colours in the Dark e sobre a turnê do Beauty and the Beat. Nas perguntas a seguir, que foram enviadas pelos próprios fãs, ela nos tira dúvidas sobre essa nova turnê, canções do álbum, sua filha Naomi, entre outras coisas.

 

Quais as semelhaças e diferenças entre o "What Lies Beneath" e o "Colours in the Dark"?

Os elementos presentes são os mesmos em ambos os álbuns: orquestra sinfônica, coros e minha banda. Alguns instrumentos étnicos que não estavam no álbum What Lies Beneath foram adicionados nessa nova gravação. O novo álbum é maduro, rico em sons e diz claramente onde eu quero ir musicalmente. Também é muito pesado, mas também sinfonico.
Como o título diz, o álbum é cheio de cores e não se pode sentir tudo à primeira audição. Não há um tema nas canções como no álbum anterior, mas eu tenho escrito essas músicas em minhas viagens no período de dois anos ou mais.

Como surgiu a ideia de cores no escuro?

As músicas são como o título e minha vida é o mesmo. Eu realmente estou vivendo o meu sonho através da música e minha vida é cheia de cores.

O que te inspira a continuar o estilo sinfônico em sua vida e em seus projetos?

Minha história na música clássica é uma das razões. Eu ainda trabalho muito com orquestras sinfônicas, então naturalmente eu usei esse som em meus álbuns de rock. Eu amo trabalhar com os arranjos de orquestra e, principalmente, estou acostumada a trabalhar em arranjos com corais também.

Sobre a arte da capa de "Colours in the dark". Em que idéias se baseia o conceito? Por que escolheu essas cores? Você tem algo a ver com a cultura hindu? E, se assim for, o que foi que mais te chamou a atenção sobre esta cultura?

Eu vi algumas imagens pelo artista Poras Chaudhary na internet e elas realmente me impactaram profundamente. Eu queria trabalhar com ele e tirar fotos para o meu novo álbum na Índia. Eu viajei para Nova Delhi e trabalhamos juntos alguns dias, perto da capital. Eu também queria que a capa do álbum já falasse sobre a música em si. As cores brilhantes são impactantes, mas bonitas. Eu visto preto porque este tem todas as cores dentro dele e me sinto muito forte desta maneira. A capa não tem nada a ver com qualquer religião. As cores são como as cores da vida.

Haverá convidados especiais no novo álbum "Colours In The Dark"?

Existem alguns artistas convidados na gravação como Thomas com os instrumentos de vidro, Saro Danielian tocando o duduk e Caroline Lavelle no violoncelo.

Há alguma música do novo álbum dedicado a sua filha?

Não, embora eu a gravei para uma das músicas.

Como foi o processo de montar o setlist para os shows da turnê "Beauty & the Beat"?

Isso foi muito fácil, porque Mike tinha gravado com a bateria um álbum clássico e ele escolheu as músicas enquanto eu escolhi minhas árias e canções. Nós só precisamos ordenar o setlist de modo de que este não se tornasse chato para o público e os entretesse.

Sobre o "Beauty & the Beat", você tem planos para lançar um álbum ou um DVD ao vivo?

Nós gravamos DVD na República Checa alguns meses atrás. Nós não sabemos quando será lançado ainda.

Teremos uma versão gravada em estúdio de "Witch Hunt"?

Imagino que sim, no futuro.

Qual é a diferença entre cantar como nesta turnê de como você faz em um show normal, com a banda?

Há uma grande diferença. O vocal é muito exigente e requer uma boa técnica de canto. Você também precisa saber cantar estas árias, considerando-se como as peças são feitas. Quando eu canto minhas próprias músicas, eu não preciso ser perfeita e nem pensar muito sobre a minha tecnica. Também, na turnê do Beauty and the Beat , não canto com os monitores de ouvido que eu uso nos meus shows de rock, estou usando duas divisões (wedges). Isso me faz cantar de forma diferente.

Qual é a coisa mais engraçada que aconteceu com você no palco?

Há muitas, mas acho que a vez onde minhas calças estavam rasgadas durante o concerto e eu precisei pegar uma toalha para o fim do show foi a pior. Foi tão engraçado, e um tanto vergonhoso.

Está em seus planos fazer um álbum inteiro em espanhol? Ou há alguma canção em estúdio com uma banda de rock em espanhol?

Eu não planejo fazer um álbum em espanhol, mas não se deve dizer nunca. Gostaria sim de gravar em espanhol com alguma banda ou bandas, por que não?

A maternidade mudou quais os aspectos de sua vida pessoal e musical? O que você mais gosta em ser mãe?

Tenho uma nova responsabilidade agora, porque a minha filha vem em primeiro lugar. Antes eu era o primeiro, agora não mais. Ela é uma grande professora e estamos tendo momentos fantásticos com ela e com meu marido. Eu sou capaz de fazer o meu trabalho como antes, embora ela viaje com a gente para todos os lugares. A razão para isso é que o meu marido viaja e trabalha comigo, então ele cuida de nossa filha. E nos passeios contamos uma babá para ajudar-nos.
Antes, obviamente, tinha mais tempo para fazer outras coisas, como limpar a casa, preparar a comida, ir para a academia para malhar, ou responder meus e-mails, mas agora eu tenho que organizar meu tempo sabiamente para ser capaz de fazer isso. Naomi, minha filha, é maravilhosa, uma menina tranquila. Ela adora pessoas e adora viajar ao redor do mundo. Temos tido sorte e sentimos fomos abençoados.

Alguma vez em sua carreira que você sentiu frustrada ou impotente por algum motivo? Como você conseguiu superar todas essas dificuldades? O que te motiva a continuar?

Em momentos como quando houve dificuldades com a gravadora me senti impotente. Não há nada que você pode fazer se o seu selo não está funcionando corretamente para você. Somente se pode reclamar, sem resultados ou mudanças. Isso é frustrante. Eu tenho um gerente que é responsável por muitas coisas, mas há muitas pessoas envolvidas e se as pessoas não estão motivadas para trabalhar corretamente, surgem maus resultados.
Não é fácil ser artista e ter uma carreira internacional nos dias de hoje, mas eu realmente não posso reclamar. Eu posso trabalhar com a música que é o meu maior amor. Isso é um privilégio! E isso me faz lembrar daqueles tempos ruins quando eu tenho que seguir com a cabeça erguida de qualquer forma.

Você acha que você pode vir a cantar de novo, mas desta vez como solista, em festivais como o "Rock in Rio" ou "Savonlinna Opera Festival"?

Oh, eu adoro isso. Eu adoraria cantar como solista em ambos os festivais.

Que música você considera mais exigente na questão de técnica para a sua voz?

Essa é uma pergunta muito difícil, porque eu estou sempre cantando várias árias e aprendendo novas canções...

Obrigado pela entrevista. Algumas palavras finais que deseja adicionar?

Obrigado Peru pelo apoio e carinho. Vejo vocês em breve no show Beauty and the Beat. Eu mal posso esperar para ver meus lindos fãs novamente. Beijos!