2018 - Q&A do ACT II

Escrito por Julia . Posted in Entrevistas

Tradução de destaques da live respodendo aos fãs no instagram em 25 de Julho. 

"Como foi se apresentar para apenas 20 pessoas sentadas em almofadas na sua frente?"

Bem... Eu acho que gostaria de poder fazer isso mais vezes. Não é comum você poder fazer shows daquele jeito, em lugares como aquele, como artistas. E as pessoas me perguntam as vezes "como que é se apresentar pra milhares de pessoas de uma vez toda noite? se você não está nervosa sobre estar na frente de milhares de pessoas deve ser fácil se apresentar pra umas poucas" e eu fico tipo: não!! é exatamente o oposto! É terrível se apresentar pra vinte pessoas! Primeiramente porque são super fãs - eles me conhecem, eles sabem como são meus dias bons, meus dias ruins, todos os meus dias! Eles conferem tudo que eu faço, sempre! Foi... interessante. O mínimo que eu posso dizer é que foi interessante. Foi interessante sentir cada respiração deles junto comigo. Em um estúdio pequenininho, mas ótimo. Um lugar lindo, eu estava muito honrada de poder marcar um show lá, ainda mais um show de rock - porque não foi um show acústico, foi um show de rock. E foi um ótimo show. Agora quando eu estava trabalhando na edição e mixagem eu fiquei muito surpresa e orgulhosa dos meus músicos, por todos nós, foi a primeira vez em geral que todos nós tocamos as músicas novas do The Shadow Self para um público - um público pequeno, mas é um público. E isso foi gravado. No começo nós entramos no estúdio e nós olhamos e tipo "acho que precisamos de uma música. Depois de uma música conseguiremos relaxar", foi maravilhoso. E eu gostaria de repetir isso. Eu amo meus músicos. Amo quanta dedicação eles colocam em trabalhar na minha música.

"Por que escolher um show sem Max (Lilja) para o ACT II? mesmo sem ele, vocês usaram playbacks do Cello?"

Se você ver minha carreira você vê que minha banda muda, porque eu não tenho uma "banda", eu sou artista solo. E a boa parte disso é que eu tenho a liberdade de escolher os músicos com quem eu trabalho e eu sou muito sortuda de ter encontrado pessoas que realmente estão lá para mim, que me apoiam, que confiam em mim, e com quem eu me divirto, sabe? não é só a habilidade musical dessas pessoas que importa, pra mim. É importante que sejam boas pessoas. Igualmente importante. Eu não quero perder meu tempo com pessoas ruins. E sim, eu fiquei triste que o Max não conseguiria estar em Milão, mas ele estava ocupado com um compromisso próprio. Ele também ficou chateado, mas ele tinha marcado um show, algo importante para ele. E eu preciso entender também que ele tem a sua carreira e eu preciso ser compreensiva com esse tipo de situação. Então o Julián, meu outro guitarrista veio da Argentina e fez o show, no "lugar" dele no palco. Mas não, não gravamos faixas separadas para o Max depois, o Julián tocou ao vivo, todo mundo tocou ao vivo. As únicas faixas playback que usamos nos shows são as orquestrais, as samples, e alguns backing vocals, ainda que os meninos também façam vários dos backing vocals. Mas tudo que dá é ali ao vivo. Mas essas mudanças acontecem, são naturais.

"Por que você escolheu os shows do Hellfest e Woodstock como bônus?"

O Hellfest é um festival muito importante na França e foi uma honra estar lá, quando me disseram que havia esse material gravado eu logicamente quis usá-lo. (..) O Woodstock, o outro festival... A memória que eu tenho dele de me apresentar pra mais de meio milhão de pessoas em uma noite só... Era um oceano de pessoas, é incrível, você sobe no palco e aquilo te atinge, é tanta gente, uau! Eu acho que estava um pouco tonta, eu não uso drogas, mas imagino que seja mais ou menos essa sensação, eu estava um pouco alta (risos), essa sensação de receber toda essa energia. Foi uma oportunidade e tanto para mim, um festival lindo, então vocês vão poder ver isso.

"Você vai lançar o show da Wacken Church como DVD algum dia? ou quem sabe como download?"

Eu gosto muito daquele show, é novamente algo bem diferente de tudo que eu já havia feito e... sim. Algo como... vocês podem esperar eu trabalhando no Wacken Church em breve. Algo desse gênero. Vocês vão ver, mais cedo ou mais tarde. Mais cedo do que tarde, então... Aí está.

"Como foi a seleção de músicas para os DVDs? Você acha que eles resumem bem seus vinte anos na música?"

Quando eu comecei a tour do TSS, eu escolhi o setlist de forma que ele fosse natural, poderoso. Um setlist que me fizesse "voar". Um setlist que fizesse a audiência apreciar minha performance. Precisa ter tudo isso, precisa entreter. Mas um fator muito importante é que eu não queria repetir o ACT I, nem o estilo nem as músicas. Queria que quando vocês tivessem o ACT I e o ACT II nas mãos vocês pudessem ter a maior parte das minhas músicas ao vivo. Isso é importante para mim. Tem artistas que você tem DVDs e você tem 10 versões diferentes da mesma música ao vivo, e eu não quero fazer isso. Então me desafiei a colocar músicas diferentes, nesse sentido. Mas também é importante para mim quando eu me apresento em cidades nas quais eu já me apresentei antes mudar o setlist, eu sempre tento mudar algo, oferecer algo diferente. E você perguntou também se os shows resumem a minha carreira, e - não. São só dois shows. Eu ainda sinto que meu primeiro álbum é ótimo, meu segundo álbum é fantástico, o CITD também é lindo, quer dizer, todos os meus álbuns vivem por si só. Eu não posso dizer que agora essas músicas só do ACT II são o resumo desses vinte anos, não. Mas de algum modo você pode ver que eu estou mais confiante, você pode ver crescimento, evolução...

"Qual a música mais importante do Setlist para você?"

Essa é uma pergunta bem difícil, musica especial não necessariamente quer dizer a melhor ou enfim, mas eu diria que Love To Hate é bem especial para mim porque toda vez que tocamos ela é tão emocional! Acho que consigo passar bastante força de dentro de mim mesma através daquela música, e eu sinto que esse poder que eu tiro de mim as pessoas recebem. Eu comecei a escrever essa música para o MWS ainda, mas nunca a terminei, senti que não estava pronta para ela ainda. Fiquei feliz de tê-la encontrado para o The Shadow Self e tentado continua-la. Me faz sentir que há algo de especial naquela música.

"Against the Odds é uma intro dos shows muito bonita. Ela é trilha sonora de algum filme ou você a escreveu? O que ela significa?"

Against the Odds é a introdução que estamos usando para os shows enquanto entramos no palco, e é uma linda música com cara de trilha sonora. Ela foi escrita pelo Jim Dooley e por mim, e é uma música que agora será trabalhada para o meu próximo álbum. Então você pode esperá-la no meu próximo CD, aquela música terminada. Vocês ouviram um pedaço do que ela vai ser...

"Por que você não cantou Diva na tour?"

É, bem, eu deixei uma música de fora, ha! Bem, eu pensei que já tinham tantas músicas bem orquestrais no set, e tantas de rock, e achei que essa música podia esperar seu momento. E aí eu ouvi de muitos de vocês "ah Tarja nós amamos tanto Diva" e me surpreendeu, na verdade, porque é uma das músicas mais orquestradas do álbum, então... Eu estou bem feliz que vocês amam a música tanto, então é, pra próxima tour, por que não?

"Sobre suas roupas para o ACT II, qual a inspiração para elas?"

Eu tenho poucas pessoas, muito talentosas, na minha vida que cuidam disso. Uma delas é a Sirja, que é uma amiga minha de infância Finlandesa. Acho que é a única amiga de infância que ainda tenho, nós perdemos contato em algum momento, mas ela me achou e desde então estamos sempre em contato e trabalhando juntas e é fantástico ter esse tipo de pessoa na minha vida. Então toda vez que eu preciso de algo novo eu ligo pra ela, mando referências, fotos de alguma coisa que tenha me inspirado, que eu tenha gostado, uma ideia do que eu quero e aí ela faz o design de uma nova peça, sempre muito rápida, ela é tão rápida! Além dela eu também trabalho com a Nordenfeldt, uma marca alemã, já trabalhamos juntos em várias peças, eu gosto bastante particularmente das peças de couro dela, tem cortes e designs fortes, eu me sinto muito confortável neles. Para o palco os trajes tem que ser em geral muito confortáveis, eu no geral nem uso corsets porque eu preciso poder respirar livremente, me mover... Isso é bem importante, eu não posso estar sentindo o que eu estou vestindo. Eu só quero sentir o que eu estou cantando. As roupas para os shows do The Shadow self estão em branco, preto, prata, cinzas... Como o encarte do The Shadow Self. Para o ACT II eu escolhi um longo e elegante casaco/vestido, basicamente por causa de Florença e o aspecto da cidade, a arquitetura, os prédios, eu queria ser parte daquilo, me misturar com aquele mundo, em algum sentido.

"Os saltos do ACT II, quantos centímetros? eu sei que você se sente confortável naquilo, mas eu sofro toda vez que te vejo pulando neles"

(risos) desculpa! Eu sempre sou bem cuidadosa! Mas sabe, meus sapatos são bem altos, acho que são 8-10cms todos. Mas eu... eu brinco as vezes que eu acho que poderia correr uma maratona de salto. Quando eu era adolescente, eu estava aprendendo a dançar, eu não cheguei a competir, mas eu tinha um parceiro e eu praticava dançar de salto, então eu aprendi a me movimentar de salto, eu me acostumei com isso. É difícil vocês me verem sem salto, porque são meus sapatos, é quem eu sou. Acho que até a posição dos meus quadris quando eu estou cantando é mais confortável de salto. Acho que se eu fosse tentar cantar com sapatos sem salto eu... não ficaria tão confortável. É só como eu estou acostumada. Mas eles precisam ser confortáveis. Se eles não forem confortáveis, pode esquecer. Eles podem não parecer confortáveis, mas se você está me vendo pular - confortáveis! Só alguns poucos acidentes, poucos...