2017 - Rock Overdose

Escrito por Julia . Posted in Entrevistas

E: Olá, Tarja. Bem vinda a Rock Overdose! Sua tour de 2017, The Shadow Shows, passará pela Grécia. Como você se sente sobre isso?
T: Estou super animada sobre voltar À Grécia. A audiência Grega sempre me recebeu muito calorosamente, então isso me deixa realmente feliz.

E: Quais são suas memórias dos shows aqui?
T: Lembro de me divertir muito em Athenas e Thessaloníki, de comer muito bem e de conhecer muitas pessoas lindas. Mas, principalmente, os show foram realmente emocionais e os fãs gregos me dão um apoio incrível.

E: Como os fãs tem reagido até agora ao The Shadow Self?
T: Os shows com o novo álbum até agora tem sido fantásticos! Estamos nos divertindo muito com o publico e a recepção das musicas novas tem sido ótima. As pessoas sentem que o TSS é meu trabalho mais maduro na minha carreira até agora, então eu realmente sinto aquela energia positiva durante os shows.

E: Por que você acha que sua música é bem aceita tanto no mercado do rock quanto no clássico?
T: Só consigo pensar que a razão para isso foi tudo que fiz e como fiz. Sempre trabalhei duro e sempre demonstrei respeito às musicas e às pessoas com as quais trabalho. Acho que meus sentimentos estão tão abertos quanto meu coração quando eu canto. Para mim, não há outro jeito de fazer música, senão com seu coração. As pessoas não são burras, elas te sentem.

E: Desde 2015, você lançou três álbuns, incluindo o The Brightest Void. De onde vem toda essa inspiração?
T: Eu estive feliz e cheia de energia nos últimos anos, tanto que isso me ajudou a ser produtiva. As vezes fica difícil lidar com todos os trabalhos que estou fazendo ao mesmo tempo, mas no fim quando se trabalha duro em algo e fica pronto, é gratificante.

E: Você tem planos para um novo lançamento ou ficará um tempo em tour para promover o novo álbum?
T: A tour mundial deve me levar até o fim de 2018, mas simultaneamente eu vou começar a trabalhar no novo álbum, aos poucos. Escrever durante as tours é definitivamente impossível para mim, então entre as partes da tour eu me concentro nisso. De qualquer modo, você pode esperar novas colaborações e projetos nesse meio tempo, então mantenha os ouvidos abertos! Teremos um novo DVD ao vivo em breve, entre outras coisas legais...

E: "Ave Maria" foi seu primeiro álbum clássico. Foi difícil cria-lo? Você planeja gravar outro álbum clássico?
T: O trabalho com esse lançamento me levou bastante tempo, primeiramente porque eu tive que fazer a pesquisa necessária para achar as musicas certas para o álbum. Há mais de 4000 ave marias escritas, então...! Quando eu terminei minha seleção de músicas, comecei a trabalhar com minha professora de canto nelas. Demorou meses para que eu estivesse preparada. A gravação em si só levou três dias, e tudo foi gravado ao vivo. Estou feliz de finalmente ter tido tempo de trabalhar num álbum assim e super feliz de como ficou! Eu adoraria trabalhar em algo similar num futuro próximo.

E: Como foi o começo de sua vida como cantora de metal no meio dos homens? Especialmente com essa voz única que você tem.
T: Eu era bem jovem quando comecei a viajar pelo mundo em tours. Tudo era novo para mim e, sim, eu era deixada sozinha a maior parte do tempo porque não estava interessada nas festas como o resto das pessoas. Eu não podia, já que queria cuidar bem da voz que tinha. Os caras na banda realmente não se davam conta que tinham uma mulher num grupo de homens, se acostumaram com me ter ali o tempo todo, e eu também não pedia sua atenção. Mas às vezes era difícil ser a única garota. Eu fiz meu próprio caminho e me mantive assim até o fim da minha carreira na banda. Minha voz se tornou minha vida e eu só me preocupava em cuidar dela e ser uma cantora melhor. É por isso que ainda trabalho nisso.

E: Você ouviu os últimos álbuns do nightwish? Se sim, qual sua opinião sobre eles?
T: De forma alguma. Não sigo a carreira da banda, porque não tenho interesse. Estou super feliz em minha carreira solo e grata pela liberdade que tenho. A felicidade que eu ganho de poder escrever minha própria música, produzir meus próprios álbuns e cantar essas musicas para o meu próprio publico ao redor do mundo é inacreditável. Sou grata por ter passado pelo que passei com a banda, porque agora posso realmente curtir musica e minha vida.